CHITOTOLO INAUGURA CENTRAL DE PROCESSAMENTO COM AUMENTO DE 140% NA CAPACIDADE

A Sociedade Mineira do Chitotolo colocou em funcionamento, nesta quinta-feira, na província da Lunda-Norte, uma nova Central de Recuperação e Processamento (CRP), investimento estimado em nove milhões de dólares, destinado a ampliar a capacidade produtiva e elevar a eficiência operacional da empresa.
TEXTO: Maria Félix
FOTOGRAFIA: DR
A infra-estrutura, inaugurada no quadro das comemorações dos 30 anos da companhia, foi concebida para responder aos constrangimentos no tratamento de minério, num contexto marcado pela existência de relevantes reservas aluvionares, incluindo materiais residuais com teores de concentração que podem atingir os 20%.
Com a entrada em operação da nova unidade, a capacidade máxima de processamento passa para cerca de 120 toneladas por dia, equivalente a 60 metros cúbicos de concentrado de diamantes, representando um aumento de aproximadamente 140% face à capacidade anteriormente instalada.
A central está equipada com tecnologia moderna, destacando-se 15 máquinas do tipo Flow-sort TSXR Twin Stage, sistemas de separação granulométrica, crivos de preparação, correias transportadoras, jet pumps e um sistema de monitorização por circuito fechado com recurso à Inteligência Artificial, soluções que visam melhorar a recuperação, classificação e segurança do processo produtivo.
O presidente do Conselho de Gerência da Sociedade Mineira do Chitotolo, Artur Gonçalves, sustentou que o projecto constitui um passo estruturante na estratégia de crescimento da empresa, permitindo ganhos significativos ao nível da eficiência, valorização do produto e optimização das operações.
Segundo o responsável, a nova central traduz a ambição de evolução contínua da empresa, ao incorporar tecnologia mais avançada, reforçar os padrões de segurança e valorizar os recursos humanos, elementos considerados essenciais para a sustentabilidade da actividade mineira.
A cerimónia contou com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que enalteceu o percurso da empresa ao longo das últimas três décadas e destacou o papel de Angola no contexto internacional da indústria diamantífera.
Na ocasião, o governante incentivou os operadores do sector a apostarem em parcerias estratégicas, na diversificação dos investimentos e no reforço das cadeias de valor, com particular atenção à lapidação e à exploração de outros recursos minerais.
Sociedade Mineira do Chitotolo
Fundada em 1996, a Sociedade Mineira do Chitotolo é actualmente reconhecida como o maior produtor aluvionar de diamantes em Angola, contribuindo de forma relevante para a economia nacional, através da geração de receitas fiscais, criação de postos de trabalho e implementação de projectos sociais e ambientais.


