MINISTRO DIONÍSIO DA FONSECA DESTACA PAPEL DA JUVENTUDE NA PRESERVAÇÃO DA PAZ

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, destacou, este sábado, em Menongue, província do Cubango, o papel determinante da juventude angolana na preservação da estabilidade e na construção do desenvolvimento do país.
TEXTO: DUIME MANUEL
FOTOGRAFIA: DR
Ao discursar no acto central das celebrações do 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, o governante sublinhou que o futuro de Angola depende, em grande medida, da energia, criatividade e sentido de responsabilidade das novas gerações.
Segundo referiu, cabe à juventude assumir um compromisso activo com o progresso nacional, preservando as conquistas alcançadas e contribuindo para o fortalecimento da coesão social e do crescimento económico.
Dionísio da Fonseca apelou, por outro lado, ao engajamento de todos os cidadãos na valorização da estabilidade, defendendo uma actuação conjunta em prol de um país mais desenvolvido e com perspectivas positivas para as próximas gerações.
O ministro de Estado salientou que foi com o alcance da paz que Angola conseguiu consolidar as bases de um Estado Democrático de Direito, promover a reconciliação entre os angolanos e avançar com um amplo programa de reconstrução nacional, com destaque para infra-estruturas e políticas públicas centradas no bem-estar da população.
Realçou igualmente o compromisso do país com a promoção da paz a nível global, o desenvolvimento sustentável e a integração económica regional, elementos que considerou fundamentais para a afirmação de Angola no contexto internacional.
Para o governante, o 4 de Abril representa mais do que uma simples efeméride, constituindo um marco simbólico de reconciliação, perdão e esperança, que deve continuar a inspirar os angolanos.
Neste sentido, defendeu o reforço da convivência harmoniosa entre instituições públicas e privadas, partidos políticos, comunidades e famílias, como base para a construção de uma sociedade mais unida e aberta ao investimento.
Durante a sua intervenção, recordou os efeitos devastadores do conflito armado, que comprometeu infra-estruturas, separou famílias e limitou o crescimento económico e social, mas enalteceu a capacidade de superação do povo angolano.
Sublinhou que, no período pós-conflito, a prioridade passou pela reconstrução nacional, com avanços significativos na reabilitação de estradas, pontes, caminhos-de-ferro, aeroportos, escolas e unidades sanitárias.
Referiu ainda que antigas zonas de conflito, como Cuito Cuanavale, Quifangondo, Ebo, Cabinda, Cangamba e Mavinga, estão actualmente ligadas à produção agrícola e ao desenvolvimento urbano.
Sobre a escolha de Menongue para acolher o acto central, destacou o simbolismo da província do Cubango, que passou de palco de confrontos a exemplo de convivência pacífica e progresso.
De acordo com o governante, a província tem registado avanços significativos, com a construção de escolas, unidades de saúde e expansão de serviços essenciais, factores que contribuem para o seu desenvolvimento.
Garantiu que o Executivo continuará a implementar projectos estruturantes na região, com destaque para infra-estruturas rodoviárias, habitação, ensino superior, energia e abastecimento de água.
No sector agrícola, apontou o crescimento da produção de cereais e defendeu o reforço do apoio às famílias, associações e cooperativas, com vista a potenciar o desenvolvimento económico local.
O 4 de Abril assinala o fim do conflito armado em Angola, alcançado em 2002, e continua a ser uma data de reflexão sobre os ganhos da estabilidade e os desafios do desenvolvimento sustentável.
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