MERCADO DE CARBONO EM ANGOLA DEPENDE DA ROBUSTEZ INSTITUCIONAL E TÉCNICO

O Ministério da Agricultura e Florestas (MINAGRIF) está interessado na criação de um mercado de carbono florestal para valorizar os recursos florestais e diversificar a economia nacional, como avançou esta segunda-feira, 27, em Luanda, o ministro Isaac Francisco Maria dos Anjos.
TEXTO: Maria Félix
FOTOGRAFIA: DR
A criação de um mercado de carbono em Angola implica, segundo fez saber o próprio governante durante a abertura do Seminário Nacional Sobre Concessões Florestais e Exploração de Créditos de Carbono nas Florestas em Angola, a criação de um quadro institucional e técnico robusto.
Isaac dos Anjos referiu que o quadro institucional e técnico deve assentar, entre outros pressupostos, nos sistemas credíveis de monitorização, reporte e verificação; clareza na definição dos direitos sobre o carbono; mecanismos transparentes de repartição de benefícios e um ambiente regulatório que inspire confiança aos investidores.
“Com a inserção do País no mercado do carbono, as florestas de Angola têm o potencial de deixarem de ser apenas um recurso natural para se transformarem num activo económico estratégico na nova economia do carbono”, garantiu, referindo que os créditos de carbono são uma das mais importantes oportunidades para países com grande património florestal.
Citando estimativas do Primeiro Inventário Florestal Nacional (2015), o ministro da Agricultura e Florestas disse que existem cerca de 3 bilhões de toneladas de carbono nas florestas nacionais. “Este total subdivide-se em 1,4 bilhões de toneladas de carbono na floresta e 225 milhões de toneladas em não floresta, o que evidencia o enorme potencial do país neste domínio”, salientou.
No entender de Isaac dos Anjos, o carbono passou a ter valor de mercado e onde os recursos naturais, quando geridos de forma sustentável, se transformam em activos económicos e financeiros.
O Ministério da Agricultura e Florestas incentiva, por isso, o surgimento de iniciativas de investimento privado que estejam orientadas para o estabelecimento de plantações florestais, concedendo apoios e facilidades na obtenção de terras, importação de máquinas, equipamentos e insumos, como avançou Isaac dos Anjos na sua intervenção.
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