PCA DA ANAC DEFENDE VISÃO SISTÉMICA PARA CRESCIMENTO DA AVIAÇÃO CIVIL

A presidente do Conselho de Administração (PCA) da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Amélia Domingues Kuvíngua, defendeu, na quarta-feira, 01 de Abril, em Luanda, uma abordagem integrada para que o crescimento do sector dependa de uma visão sistémica que envolva todos os intervenientes.
TEXTO: DUIME MANUEL
FOTOGRAFIA: DR
Falando à Mw Press, à margem da 75.ª Conferência do Conselho Internacional de Aeroportos África, Amélia Domingues Kuvíngua disse que os aeroportos não devem ser analisados apenas enquanto infra-estruturas físicas, mas como parte de um amplo ecossistema que integra operadores, reguladores, concessionários e entidades internacionais.
Segundo a interlocutora, só uma articulação eficaz entre estes actores permitirá alcançar níveis mais elevados de eficiência e qualidade nos serviços prestados.
De acordo com a PCA, a realização de eventos internacionais em Angola representa uma oportunidade estratégica para o país reforçar a cooperação com outros Estados africanos e parceiros globais, promovendo a troca de experiências e a adopção de melhores práticas.
“É um ganho para todos, porque permite discutir desafios comuns e encontrar soluções conjuntas para o sector”, destacou a gestora.
A dirigente reconheceu, por outro lado, os constrangimentos que ainda persistem no funcionamento do sistema aeroportuário, defendendo, por isso, uma abordagem colaborativa que permita identificar fragilidades e introduzir melhorias sustentáveis.
Para a responsável, o diálogo entre os diferentes intervenientes é essencial para elevar os padrões da aviação civil no continente africano.
Já no plano institucional, Amélia Domingues Kuvíngua sublinhou o papel da Autoridade Nacional da Aviação Civil enquanto entidade reguladora, responsável por orientar o sector com base em normas e práticas internacionalmente reconhecidas.
Neste contexto, enfatizou a importância de conhecer de forma aprofundada a realidade operacional dos aeroportos, como condição para uma regulação eficaz. “Não podemos regular aquilo que não conhecemos”, afirmou.
A responsável destacou, igualmente, a criação da Academia de Aviação Civil como uma resposta à necessidade de capacitar profissionais e reforçar as competências técnicas no país.
Segundo a gestora da ANAC, a aposta no capital humano é determinante para garantir a sustentabilidade e a modernização da aviação civil.
Para Amélia Domingues Kuvíngua, o futuro do sector passa pela combinação entre conhecimento, cooperação e inovação, elementos que deverão permitir a Angola consolidar o seu posicionamento no contexto africano e acompanhar as dinâmicas globais da aviação.
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