TRIBUNAL REJEITA PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA DOMICILIAR DO ACTIVISTA OSVALDO CAHOLO

O Tribunal da Comarca de Luanda negou, na quarta-feira, 25 deste mês e ano, o pedido de conversão da prisão preventiva em liberdade condicional interposto pela defesa do activista Osvaldo Caholo, antigo militar das Forças Armadas Angolanas (FAA) que responde, entre outros, pelos crimes de apologia pública ao crime e rebelião.
TEXTO: REDACÇÃO MW PRESS
FOTOGRAFIA: DR
“Para nós, é necessário que Osvaldo seja restituído à sua residência, à sua família, à sua vida cidadã, por regular. Então, essa é a nossa expectativa para o julgamento”, defendeu o advogado Simão Afonso.
A recusa da medida de prisão preventiva para domiciliária interposta pelos advogados do activista Osvaldo Caholo foi apresentada ontem, durante o primeiro dia da audiência que decorreu na oitava Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal da Comarca de Luanda.
Citado pela RFI, Simão Afonso, um dos advogados do activista, disse que o processo tem observado atropelos processuais durante a fase de instrução preparatória, não obstante, espera um julgamento judicial que respeite a transparência e a imparcialidade.
“A nossa perspectiva fundamental é que seja um julgamento meramente judicial, que vai, justamente, ir em contramão às tendências políticas que nós já conhecemos. Que o julgamento seja judicial, que o juiz faça uso de um instrumento fundamental nas suas prerrogativas constitucionais, que é a convicção, a imparcialidade, e que isso se traduza na justiça”, apelou.
Apesar dos “atropelos” acima referidos, o advogado de Caholo mostra-se confiante na absolvição do arguido detido em Julho do ano passado, no âmbito das manifestações contra o aumento dos combustíveis. O primeiro dia de audiência ficou, também, marcado com as questões prévias, leitura dos quesitos, bem como audição dos declarantes.
Relacionados







































