CONECTIVIDADE AÉREA ENTRA NA EQUAÇÃO DO CRESCIMENTO ECONÓMICO

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou, esta terça-feira, em Luanda, que a conectividade aérea passou a ocupar um lugar central na estratégia de crescimento económico do país, numa fase em que Angola consolida a estabilidade macroeconómica e reforça a diversificação da sua economia.
TEXTO: DUIME MANUEL
FOTOGRAFIA: DR
Ao discursar na abertura da 75.ª Conferência do Conselho Internacional de Aeroportos África, o governante sublinhou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tem sido consistente, com destaque para o sector não petrolífero, que registou taxas superiores a 5% em 2024 e 2025, desempenho que não se verificava há mais de dez anos.
Segundo o responsável, este progresso resulta das reformas económicas implementadas pelo Executivo, onde permite criar bases mais sólidas para o desenvolvimento e impulsionar sectores estratégicos como os serviços, a indústria e a agricultura.
Actualmente, referiu, o sector dos serviços, que inclui áreas como aviação, turismo e telecomunicações, representa cerca de 46,8% do PIB, assumindo-se como o principal motor da economia nacional.
Já a indústria extractiva e transformadora, acrescentou, contribui com 27,1%, enquanto o sector agropecuário e florestal representa aproximadamente 25,2%.
Neste quadro, José de Lima Massano destacou que o reforço da rede de infra-estruturas aeroportuárias é fundamental para garantir maior mobilidade, facilitar o comércio e promover a integração regional e continental.
Entre os projectos em curso, referiu o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, bem como iniciativas nas províncias de Cabinda e Zaire e o lançamento de novas infra-estruturas aeroportuárias em Mavinga e Cassumbo.
O objectivo, segundo explicou, é assegurar a ligação aérea entre todas as capitais provinciais, reforçando a coesão territorial e criando novas oportunidades económicas.
O governante salientou ainda os avanços no plano institucional, com melhorias na supervisão da segurança operacional e no posicionamento de Angola nas organizações internacionais da aviação civil, bem como o processo de reestruturação da TAAG, orientado para a modernização da frota e aumento da eficiência operacional.
Apesar do cenário positivo, alertou para os desafios impostos pelo contexto internacional, marcado por tensões geopolíticas e volatilidade dos preços dos combustíveis, factores que impactam os custos operacionais, as rotas aéreas e as cadeias logísticas globais.
O ministro de Estado considerou que o actual contexto representa também uma oportunidade para reforçar as ligações intra-africanas, reduzir dependências externas e avançar com a implementação efectiva do mercado único africano de transportes aéreos.
Para José de Lima Massano, a aviação civil deve ser encarada como um activo estratégico, com impacto directo no comércio, turismo, mobilidade e competitividade das economias, desempenhando um papel determinante na afirmação de Angola e do continente africano no cenário global
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