EMPRESÁRIO DEFENDE MICRO-INDÚSTRIAS PARA TRANSFORMAÇÃO ECONÓMICA DO PAÍS

O empresário Pinto Matamba, defendeu, sábado, em Luanda, a aposta nas micro-indústrias e iniciativas produtivas de pequena escala como caminho estratégico para impulsionar a transformação económica de Angola e reforçar a inclusão social.
TEXTO: REDACÇÃO
FOTOGRAFIA: CEDIDA
O posicionamento foi apresentado no âmbito das reflexões sobre o 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, momento que, segundo o empresário, deve servir não apenas para celebrar o fim do conflito armado, mas também para avaliar os desafios económicos e sociais que persistem no país.
Na sua análise, a estabilidade alcançada ao longo dos últimos anos criou bases sólidas para o crescimento, mas exige agora uma resposta mais robusta no domínio produtivo, com foco na criação de oportunidades para a população, sobretudo a juventude.
"A transformação económica passa necessariamente pela valorização do capital humano, com investimentos contínuos na educação e na formação técnico-profissional, considerados pilares essenciais para o desenvolvimento de sectores como agricultura, indústria, tecnologia e inovação", sublinhou.
O empresário, defendeu ,igualmente, a necessidade de melhorar o ambiente de negócios, com destaque para a celeridade no sistema judicial e a redução de entraves burocráticos, factores que, no seu entender, podem acelerar o surgimento de novas empresas e facilitar a formalização da economia.
Outro ponto enfatizado foi o papel das micro-iniciativas produtivas, como hortas familiares, projectos comunitários e pequenas unidades industriais, que, segundo afirmou, têm capacidade para gerar rendimento, promover a segurança alimentar e reduzir a dependência de importações.
No domínio tecnológico, destacou a importância da digitalização e do acesso à internet como ferramentas indispensáveis para o desenvolvimento económico moderno, defendendo a utilização responsável da inteligência artificial como suporte à produtividade e ao bem-estar social.
Apesar dos progressos registados, o empresário alertou para a forte dependência do petróleo, que continua a representar a maior fatia das exportações nacionais, tornando a economia vulnerável a choques externos. Neste sentido, reiterou a necessidade de diversificação económica com base na produção interna.
Pinto Matamba chamou também a atenção para os desafios estruturais do continente africano, como o desemprego juvenil e a insegurança alimentar, defendendo soluções assentes na capacitação da juventude e na criação de condições para o empreendedorismo.
Na sua visão, a implementação de centros de formação técnico-profissional e parques tecnológicos, associados ao ensino de línguas, pode abrir novas oportunidades de inserção nos mercados internacionais.
O empresário reiterou que a transformação económica do país depende de um esforço conjunto entre o Estado, o sector privado e as comunidades, com enfoque na produção, inovação e criação de valor, como bases para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável.
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